
De familias para familias
Informação sobre a síndrome

Guia com o resumo das directrizes europeias sobre a síndrome de Phelan-McDermid numa linguagem mais acessível e em português.

The Phelan-McDermid Podcast: Sharing Research, Progress, and Hope.
Fique por dentro dos avanços sobre a síndrome de Phelan-McDermid! A Dra. Lauren Schmitt, diretora científica da PMSF, conversa com especialistas para partilhar descobertas e cuidados inovadores de forma simples e envolvente. Uma forma acessível de manter a nossa comunidade informada e fortalecida. Não perca!

O Grupo de Consulta Neuropsiquiátrica da Síndrome de Phelan-McDermid (PMS-NCG) disponibilizado pela PMSF, é uma equipa de especialistas em neurologia e psiquiatria com experiência na gestão de problemas neuropsiquiátricos em doentes com síndrome de Phelan-McDermid (PMS)
Aqui encontrarás a informação mais recente sobre a investigação que está a ser feita sobre a síndrome de Phelan-McDermid

A CureSHANK é uma organização Americana de defesa da investigação que promove terapias que mudam a vida da síndrome de Phelan-McDermid (PMS).

Área da equipa da PMSF onde são actualizados os avanços da investigação para a síndrome de Phelan-McDermid

Nenhum medicamento per sí irá curar todos os sintomas associados à síndrome de Phelan-McDermid (PMS), mas num prazo de 10 anos iremos ter alguns que permitirão mitigar o impacto na qualidade de vida das pessoas afetadas.
Aqui encontrará os artigos médicos mais relevantes que forem publicados.

A síndrome de Phelan-McDermid (PMS) relacionada ao gene SHANK3 é causada pela perda da parte distal do cromossoma 22, incluindo SHANK3, ou por uma variante patológica de SHANK3. Há uma importante diversidade genética e fenotípica entre os pacientes.
Fisiopatologicamente, esta síndrome tem sido considerada como uma sinaptopatia, mas os dados actuais sugerem um conceito adicional, uma vez que as funções axonais dos neurónios também estão comprometidas, pelo que os processos fisiopatológicos específicos desta doença ainda não são totalmente compreendidos.

Identificámos múltiplos fenótipos relevantes para a doença num ratinho heterozigótico Shank3 e demonstrámos que o JB2 salvou défices na função sináptica e plasticidade, aprendizagem e memória, vocalizações ultra-sónicas e função motora; também normalizou a excitabilidade neuronal e a suscetibilidade a convulsões.

O fenótipo destas RC22 é consistente com a PMS, com défice intelectual, atrasos motores, hipotonia neonatal, ausência ou atraso grave da fala e características dismórficas menores, embora haja uma maior predisposição para o atraso de crescimento nas RC22 do que na deleção simples de 22q13.
Este estudo revela, pela primeira vez, que o Óxido Nítrico (NO) desempenha um papel significativo na patologia da PEA. As descobertas sugerem uma nova direção para a investigação do NO em diversas mutações do espectro, assim como em outros distúrbios do neurodesenvolvimento, propondo uma estratégia terapêutica inovadora e eficaz para o tratamento da PEA.

Este estudo agrega o maior conjunto de casos relatados de indivíduos com PMS. No geral, demonstramos a viabilidade de utilizar dados de um registo gerido por famílias para realizar análises genótipo-fenótipo em doenças genéticas raras. Reproduzimos e reforçamos descobertas anteriores, revelando novas associações entre deleções maiores no cromossoma 22q13 e defeitos cardíacos congénitos, anomalias neurológicas e infeções recorrentes.

Estudo observacional sobre 30 indivíduos com síndrome de Phelan-McDermid (PMS), avaliados por escalas psicométricas. Agrupamento hierárquico identificou três perfis cognitivos e comportamentais distintos, correlacionados com características genéticas. Sugere possíveis intervenções personalizadas com novos medicamentos.

Avaliação comparativa de dez modelos murinos mutantes para SHANK3 revela défices consistentes em comportamentos sociais, repetitivos, cognitivos e motores, além de alterações estruturais e funcionais cerebrais, alinhados com sintomas observados em PMS. Estudos de microbiota e função gastrointestinal são ainda escassos.

Foi demonstrado que o fator de crescimento semelhante à insulina 1 (IGF-1) e a hormona de crescimento humano (hGH) podem reverter défices neurocomportamentais na PMS.

A regressão do neurodesenvolvimento é uma caraterística fundamental da síndrome de Phelan-McDermid (PMS).
Os indivíduos com PMS apresentam um padrão distinto de regressão do neurodesenvolvimento com quatro fases distinguíveis ao longo da vida.

Seria benéfico para os pais desenvolver programas de formação sobre PMS para os ambientes educacional e de saúde, envolvendo profissionais na associação PMS e criar programas de cuidados focados na saúde física, psicológica e social.

Nesta revisão descrevemos as sobreposições funcionais entre SHANK3 e seis genes parceiros de 22q13.3 (PLXNB2, BRD1, CELSR1, PHF21B, SULT4A1 e TCF20), o que sugere um modelo que explica a semelhança entre as classes PMS relacionadas com SHANK3 e não relacionadas com SHANK3.

Este artigo discute o papel de opções terapêuticas potenciais, como a risperidona, a insulina intranasal, o fator de crescimento semelhante à insulina 1 e a oxitocina, no tratamento da PMS. O diagnóstico precoce da PMS é crucial para garantir uma avaliação clínica adequada, tratamento apropriado e aconselhamento genético.

Artigo que propõe integrar perspetivas médicas e da neurodiversidade no estudo da PEA. Os autores sugerem usar síndromes genéticas raras, como a Phelan-McDermid Syndrome, para construir pontes entre a investigação biomédica e o respeito pela diversidade neurocognitiva.
O estudo mostra que a mutação SHANK3 causa défices de glutamato e alterações em oligodendrócitos, resultando em prejuízo significativo da mielinização e da estrutura da substância branca, tanto em modelo animal como em células humanas. A restauração do SHANK3 melhora os marcadores sinápticos e mielínicos.

A ausência de SHANK3 reduz a expressão de Rpl3 e prejudica a síntese proteica em córtex e estriado, tanto em ratinhos como em neurónios derivados de doente PMS. A activação crónica de mGlu5 restaura Rpl3, síntese proteica e comportamento, sugerindo que a modulação de mGlu5 poderá ser estratégia terapêutica relevante em PMS.
Os cuidadores priorizam uma melhoria na qualidade de vida dos seus entes queridos, caracterizada por uma melhor função cognitiva, melhor comunicação, maior independência e redução do risco de regressão.

Directrizes Internacionais consensualizadas para a gestão da PSM, abrangendo os domínios da genética, neurologia, neurodesenvolvimento, gastroenterologia, cuidados primários, fisiatria, nefrologia, endocrinologia, cardiologia, ginecologia e medicina dentária. São agora conhecidas correlações genótipo-fenótipo em que as deleções de outros genes para além do SHANK3 podem estar associadas a algumas características médicas, incluindo anomalias do trato renal/urinário e linfedema.
As convulsões estavam presentes em 41% da coorte, e a idade de início foi amplamente variável. A presença de convulsões foi associada a um funcionamento adaptativo e intelectual significativamente inferior.
Nesta coorte, as convulsões generalizadas foram associadas à regressão do desenvolvimento, uma das principais preocupações dos cuidadores de PMS.

Este estudo, com base em 60 pacientes Espanhois, é significativo pois amplia o entendimento sobre as características clínicas da PMS, sublinhando a variabilidade fenotípica associada a diferentes tamanhos de deleção cromossômica. Essas descobertas têm implicações diretas para o desenvolvimento de estratégias de intervenção mais eficazes, além de fornecer uma base para futuros estudos sobre o impacto genético na manifestação da síndrome.

A disfunção sináptica é uma característica-chave dos distúrbios associados a SHANK, como o transtorno do espectro do autismo, a esquizofrenia e a síndrome de Phelan-McDermid. Os resultados fornecem uma visão aprofundada da nanoestrutura sináptica in situ e avançam o nosso entendimento sobre os mecanismos moleculares subjacentes à disfunção sináptica em distúrbios neuropsiquiátricos.
O estudo analisou como diferentes compostos farmacológicos podem modular características do desenvolvimento e da sinapse em neurónios humanos derivados de células estaminais com deficiência no SHANK3, associado à PMS.

Estudo de 213 pacientes com PMS mostra que o tamanho da deleção em 22q13.3 correlaciona-se fortemente com gravidade clínica. Além de SHANK3, genes como CERK, TBC1D22A, CELSR1 e GRAMD4 contribuem para o espectro fenotípico, reforçando PMS como síndrome de múltiplos genes. A estratificação genética pode otimizar futuras intervenções.

Estudo com 37 participantes com PMS avaliou respostas neuronais a estímulos auditivos com EEG, revelando atrasos em potenciais evocados (P50, N1, P2), reduzida coerência de fase e padrões alterados de potência nas bandas alfa, beta e gama. As anomalias correlacionaram-se com tamanho da deleção genética, idade e sexo, sugerindo trajetórias de desenvolvimento distintas.